• Vinicius Cerqueira

Quem é essa Miley Cyrus em "Plastic Hearts"?

Ao misturar glam rock, pop e expor toda o seu potencial, o sétimo disco de estúdio é um agrado para quem é e não é fã da cantora.


Até quem não acompanha com frequência o mundo da música lembra das peripécias que Miley Cyrus aprontou 2013 desde o lançamento dos videoclipes mais picantes, até a fatídica apresentação no MTV Music Awards em 2013. A cantora estadunidense dispensa maiores apresentações, conhecida pelo seu papel teen na série Hannah Montana (2006-2011) e os seguidos trabalhos na música, influenciada principalmente por seu pai Billy Ray Cyrus, a partir de 2010.


Em "Plastic Hearts" a artista se mostra uma artista totalmente diferente do que conhecemos da época da Disney ou da fase mais "ousada". Aqui, Miley se permite experimentar muita coisa nova e se demonstra muito confortável dentro do que realmente curte cantar. Com um dos singles lançados em divulgação em parceria com Dua Lipa, "Prisioner" pensamos que esse novo trabalho iria caminhar totalmente para um pop. Contudo, logo somos apresentados a um contrabaixo bem groovado no maior estilo do rock oitentista em "WTF Do I Know".



Miley é forte quando precisa, pop em alguns momentos e frágil na medida certa em mostrar pontos dos seus relacionamentos dentro de algumas canções categoricamente mais lentas, como "High" e "Hate Me", canções estas que abordam um pouco sobre o seu conturbado

relacionamento com Liam Hemsworth.


Em outro single de divulgação, apresentado também ao vivo, "Midnight Sky" temos o verdadeiro tom do disco num glam rock que há muito não se via em discos de artistas pop do mainstream. E graciosamente, Miley nos trouxe isso numa sonoridade bem parecida com o que Stevie Nicks fazia em outros tempos. Em falar em nomes de outrora, Billy Idol, Joan Jett e a própria Stevie Nicks carimbam as parcerias do disco que a crítica e os fãs estão chamando de obra-prima, e é mesmo!


No fim "Plastic Hearts" é um discaço cheio de misturas que vão de um lado ao outro e sim é o mais madura da artista até agora, até porque ela realmente amadureceu pessoalmente e profissionalmente. Miley Cyrus está diferente e mostra, finalmente, todo o seu potencial num trabalho impecável e extremamente viciante em tempos que a música se torna "esquecível" mais rápido do que você possa imaginar.



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