• Rodrigo Saminêz

"Mordaça" é o manifesto antirracista de JULI

Artista baiana viu o poder da raiva como força motriz em single novo.

Foto: Rafael Santos

JULI tirou forças da raiva de seu pai ser alvo de um ataque racista para lançar o single "Mordaça" (selo Banana Atômica), fortemente inspirado na ancestralidade do Blues, que ao mesmo tempo não faz questão de esconder a melancolia presente no gênero, mas a utiliza como ferramenta de resistência. "Mordaça" é uma mensagem clara e direta para os negacionistas do racismo não existe mais no Brasil, e que ainda insistem na falácia da democracia racial.



São nomes que reforçam nossa força, que tiveram a coragem que eu precisava ter para dizer o que disse, porque o racismo tenta nos fazer sentir menores, fracos, impotentes. Elas são uma memória de que não somos, que a nossa voz fica ecoando no sempre e eu não podia falar por nós, sem colocá-las a frente”, comenta JULI. "Me sinto na responsabilidade de mostrar o contrário. Contar o que vivo, não só para o meu povo se ver representado na minha música, mas para calar cada palavra que nos confronte por nossos traços e origens. Quero que morra o mito de que o racismo é mimimi até que o povo preto não morra mais. E quando isso acontecer, que fique claro que existiu e lutamos e resistimos até conquistar o nosso espaço que foi roubado por centenas de anos, que a consciência não morra quando algum dia o racismo morrer", finaliza.

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