• Rodrigo Saminêz

Judas mistura rock e música caipira no disco "Os Desencantos"

A banda brasiliense compila trabalhos passados com música inédita e faz um retrato honesto da contemporaneidade

Foto: Thaís Mallon

A comediante Mae Martin fala, num stand-up da Netflix, que sempre pergunta à plateia de seus shows como anda a situação atual do mundo, e comenta sobre a espontaneidade quase geral de ter respostas como "horrível" ou "uma droga". É justamente a partir desse pessimismo instantâno que vieram as músicas que compõem Os Desencantos, novo disco dos brasilienses da Judas, que traz um canto honesto e melancólico sobre os dias que vivemos, que parece desenvolver essa reação inicial de constatar que o mundo, anda, de fato, com as pernas meio bambas.


A banda traz uma misutra super autoral da música caipira com o rock, juntando viola e guitarra num tom harmonioso e que não luta pelo protagonismo de nenhum instrumento, mas sim, da composição. Logo, as influências da banda para esse trabalho foram de Sérgio Sampaio até Childish Gambino. Sobre o tom do álbum, Adalberto Rabelo Filho, vocalista da banda, comentou:

"O nosso disco conta com 10 cantos tristes e desiludidos com o estado atual das coisas e do mundo. Daí o trocadilho: os cantos se transformam em desencantos, cujo significado descrito no dicionário é relacionado a uma pessoa que sofreu alguma decepção".

O disco foi concebido na junção de três EPs anteriores da banda, mais a inédita Cisne Negro, e gravado entre 2016 e 2019 na Sala Fumarte, estúdio já conhecido das bandas independentes de Brasília. A produção é assinada pela banda, juntamente com Breno Brites, que também mixou e masterizou o disco, que você pode ouvir no player abaixo:



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