• Vinicius Cerqueira

Beyoncé resgata ancestralidade e poder negro em seu novo álbum

O álbum desenvolvido para o longa conta com participações de peso e se destaca entre os principais trabalhos deste ano


Já é de se esperar que Beyoncé se supere a cada projeto que ela se propõe em realizar. O último disco Lemonade (2016), o projeto com seu marido Jay-Z em Everything is Love (2018), o documentário/show no Coachella intitulado Homecoming (2019). Porém, eu acredito veementemente que em The Gift (2020) a cantora se superou em sua versatilidade de criação desde o conceito a execução das músicas do disco que fez parte da trilha sonora do filme O Rei Leão (2019).



Um dos vários pontos que chamam atenção neste trabalho é o resgate da ancestralidade da artista. Esse trabalho vem desde o Lemonade, álbum pelo qual a artista começa a enaltecer potencialidades negras, além da autoestima desse povo que sofre todos os dias por conta da aparência. Esse resgate é visto principalmente nas faixas “Brown Skin Girl”, “My Power” e “Black Parade”.


Os ritmos utilizados aqui que misturam ora o R&B, com rap, com eletrônica, com afrobeat exemplos perfeitos disso estão nas faixas “Mood 4 Eva” e “Scar”. As canções funcionam muito para a perspectiva dada ao longa do ano passado, contudo elas são também um grito para a construção de poder negro. Junto com essa nova edição do The Gift, Beyoncé lançou o filme “Black Is King” que apresentam as músicas nessa nova narrativa.



Por fim, a edição deluxe do disco performa como um dos melhores discos de 2020 e a cantora estadunidense se consagra mais uma vez como uma mulher completa e sobretudo com controle intelectual em tudo que produz. Beyoncé é Beyoncé!




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